Síndrome de Down, onde está a diferença?

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Fabrícia Reis,  Psicóloga e mãe de uma criança com síndrome de Down.

Quando falamos em Síndrome de Down (SD) podemos despertar muitas reações emocionais nesse momento: alegria, tristeza, encanto, estranhamento, sorrisos, testa enrugada, amor, reflexão, medo, sonhos, esperança entre outras sensações.

Tudo que é novo pode nos causar uma sensação diferente daquilo no qual já estamos habituados a ver e conviver. Receber a notícia de uma gravidez de um bebê com SD pode despertar todas essas emoções e desencadear diversos comportamentos a partir desse momento.

Mas então, o que vem a ser a síndrome de Down? A síndrome de Down (SD) ou trissomia do cromossomo 21 é uma condição humana geneticamente determinada; e a principal causa de deficiência intelectual. No Brasil nascem uma criança com SD para cada 700 nascimentos. Sabe-se que as pessoas com SD têm potencial para uma plena inclusão social, civil e política.

As pessoas com SD são pessoas comuns, com muitas habilidades, potencialidades e capacidades assim como os demais. Estão aptas estudar, Fabricia-Reis-psicologia-Familia-Up-Downtrabalhar, tirar habilitação, cursar faculdade, casar, ter filhos, praticar esportes e se aventurar na imensidão de possibilidades que o mundo tem a oferecer.

Cada um de nós apresenta limitações e dificuldades naturais em diversos momentos na vida, e não é diferente com uma pessoa com SD. O início da vida é o momento mais difícil a ser superado, pois o bebê para se desenvolver da melhor forma precisa de muitos estímulos precoce que o ajudarão em sua trajetória de desenvolvimento. Muitos são os profissionais da área de saúde que o acompanharão nesse primeiro passo do desenvolvimento. São eles: a fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, natação, eco terapia entre outros.

É fundamental o apoio e estimulação que a família oferece de forma simultânea com o profissional, isso reforça a efetividade da estimulação precoce e favorece um crescimento muito saudável e de grande satisfação para todos que convivem com o bebê

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A pessoa com síndrome de Down requer um tempo maior para aprender algumas habilidades como movimentos, mamar, falar, andar, sustentar o pescoço; tudo isso por causa da hipotonia que é a diminuição do tônus muscular, isso faz com que os bebês sejam mais “molinhos” que os bebês que não tem a síndrome. Com o passar do tempo, o apoio multidisciplinar e a estimulação em casa, faz com que eles possam fazer tudo da mesma forma que as outras crianças.

Os cuidados médicos são de grande importância na vida dos bebês, crianças e adultos. Existem casos de cardiopatia, tireoide, distúrbios do sono, problemas ortopédicos, auditivos, visuais. Não significa que todos apresentarão as situações descritas, mas que existe um percentual para cada comorbidade.

Cada vez mais podemos ver em hotéis, restaurantes, lojas de departamento, escolas, supermercados, empresas, pessoas capacitadas e com ótimo desempenho no trabalho, resultado alcançado graças à competência profissional nos cuidados de estimulação e à família, peça fundamental na construção do ser físico e psíquico.

O preconceito de alguma forma ainda se faz presente, talvez pelo desconhecimento, cultura ou escolha. Mas ele só terá força se nós o reforçarmos, dermos asas e acreditar que é real. Só quem tem o imenso prazer de conhecer e/ou conviver com uma pessoa com síndrome de Down sabe a delícia que é participar de cada momento, cada sorriso, cada olhar… Só quem sente o imenso amor que vem deles é capaz de descrever quão linda e mágica é a oportunidade de aprender com tamanha pureza e alegria.
E então eu pergunto a você….onde está a diferença?

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Por: Fabrícia Reis – Psicóloga e mãe de uma criança com síndrome de Down
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Referências:
Atualização profissional para o cuidado com a síndrome de Down; Síndrome de Down e os caminhos para inclusão. Pag. 3.